terça-feira, 17 de julho de 2012

Queremos um Brasil com Florestas

Todo cidadão brasileiro possui o direito de propor leis para o país. Com 1.4 milhão de assinaturas, podemos submeter ao Congresso Nacional um projeto de lei pelo desmatamento zero no país.
Você pode nos ajudar a recolher as assinaturas, levando o nosso pedido para as pessoas que você conhece. Chame o namorado(a), os amigos da faculdade, o porteiro do prédio, a galera da praia e da academia. Através de um formulário impresso, você recolhe as assinaturas e nos envia pelo correio.  
Cada formulário possui espaço para 15 assinaturas, lembrando que precisamos do título de eleitor para submeter o projeto para o Congresso Nacional.
O país pode crescer sem desmatar, já temos áreas abertas o suficiente para dobrar a produção de alimentos. Ao zerar o desmatamento, o Brasil fará sua parte assegurando o uso responsável da Amazônia e das demais florestas, preservando a nossa biodiversidade e diminuindo sua contribuição para o aquecimento global.
O texto da lei e sua justificativa estão publicados no site da Liga das Florestas onde você também pode  a petição e participar do desafio de recolher mais assinaturas e concorrer* a prêmios como: camisetas, bonés, ecobags e fitas de pulso.
Fonte: Greenpeace


segunda-feira, 16 de julho de 2012

Falecimento de Hugo Paixão

Foto: Fabiano SEFRAS
Faleceu, por afogamento, no Rio de Janeiro, no sábado, dia 14 de julho de 2012, nosso amigo e companheiro do SEFRAS - Serviço Franciscano de Solidariedade e do SINFRAJUPE - Serviço Interfranciscano de Justiça, Paz e Ecologia.Hugo foi sepultado em São Paulo, nesta segunda feira dia 16. Seu compromisso com a luta  pela Justiça, Paz e Integridade da Criação e sua participação na campanha "Não à Economia Verde" ficam como um exemplo de amor à causa do Reino de Deus.
Agora quando a vida do nosso querido Hugo se torna plena na ressurreição, compartilhamos o poema de Fernando Pessoa:
A MORTE CHEGA CEDO
Fernando Pessoa
A morte chega cedo, 
Pois breve é toda vida 
O instante é o arremedo 
De uma coisa perdida. 
O amor foi começado, 
O ideal não acabou, 
E quem tenha alcançado 
Não sabe o que alcançou. 
E tudo isto a morte 
Risca por não estar certo 
No caderno da sorte 
Que Deus deixou aberto.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Juventude Franciscana, pelo Enlace das Juventudes, concede entrevista durante a Cúpula dos Povos



Igor Guilherme Bastos, de Uberlândia-MG, integrante da delegação da Juventude Franciscana-JUFRA na Cúpula dos Povos concedeu entrevista ao Canal Saúde, da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), no Programa Unidiversidade. Igor também integrou a Secretaria Geral e o GT de Metodologia do Enlace das Juventudes, articulação de entidades juvenis da Cúpula dos Povos. O programa foi exibido no dia 02 de julho para vários canais pelo Brasil.


quarta-feira, 11 de julho de 2012

Luta pela terra urbana em Uberlândia (MG)

Veja imagens parciais do Acampamento Paulo Freire, em área da Universidade Federal de Uberlândia, ocupada por famílias de sem teto do MSTB - Movimento do Sem Teto do Brasil.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Nota da ABRA sobre a matéria do JN sobre desmatamento nos assentamentos da Amazônia.

Nota da ABRA (Associação Brasileira de Reforma Agrária) sobre a matéria do JN sobre desmatamento nos assentamentos da Amazônia. Não foi enviada antes pois tentamos até ontem , sem sucesso, espaço no Jornal
NOTA
A edição do Jornal Nacional da Rede Globo do dia 05 de julho de 2012 veiculou matéria na qual identificou os assentamentos de reforma agrária como os grandes vilões do desmatamento da Amazônia, supostamente respondendo pela taxa acumulada de 30% da área desmatada.
A matéria teria sido baseada em dados fornecidos pelo Ibama, Inpe e, especialmente, pela ONG Imazon. Tais informações serviram de fundamento para ação ajuizada contra o Incra por membro do Ministério Público Federal, no Pará, por meio da qual foi demandada, entre outras medidas, a proibição de novos assentamentos naquela região do país.
A despeito da recorrência dessa mistificação pelos setores conservadores, a ABRA empreendeu iniciativas com o intuito de contestar a notícia. De início, solicitou a contextualização do caso ao Imazon, que assumiu o assessoramento dado ao Ministério Público.
Um dos seus pesquisadores informou que a ação judicial contra o Incra objetivou chamar a atenção para a falta de assistência técnica aos assentados, o que seria a causa central do desmatamento sem controle observado nas áreas correspondentes. Acusamos a estranheza de se pressionar o Incra pela melhoria nesses serviços por via judicial e, ainda mais, recorrendo ao Jornal Nacional para criminalizar os assentados. O representante do Imazon creditou ao repórter da TV Globo as manipulações da matéria, especialmente por não esclarecer que, em grande medida, o desmatamento nos assentamentos, bem como nas áreas indígenas, quilombolas e unidades de conservação, resulta da intrusão, arbitrária, ou por vezes consentida, de madeireiros, grandes fazendeiros e grileiros em geral.
Tentamos convencer o departamento de jornalismo da Globo sobre as inconsistências da matéria e sobre a necessidade da sua correção, mas sequer foi aberta a possibilidade de enviarmos os dados e argumentos.
Os fatos:
1.      A iniciativa do Ministério Público, com o apoio do Imazon, empareda ainda mais uma política estruturante, estratégica para o país, na melhor das hipóteses, já sob ‘modo vegetativo’;
2.      Ressalvados os números, a matéria do Jornal Nacional, não os qualificou e, assim, desinformou a opinião pública, pois contabilizou área de colonização entre os assentamentos responsabilizando, ainda, os assentados, por ações de desflorestamento conduzidas por terceiros;
3.      O Imazon publica desde o ano de 2008, o Boletim da Transparência Florestal (www.imazon.org.br). Neste, consta o item chamado Geografia do Desmatamento no qual a ONG ‘identifica’ os níveis do desmatamento nos assentamentos de reforma agrária, TIs, UCs, e “áreas privadas, posses & devolutas”. No mínimo é curioso que a Geografia do Desmatamento do Imazon não especifique os dados do desmatamento nos grandes imóveis rurais;
4.      Não obstante, os dados do desmatamento nos assentamentos publicados nesse Boletim não respaldam a participação divulgada pelo Jornal Nacional;
5.      Abaixo, ‘colamos’ parte das figuras copiadas do mencionado Boletim, desde 2008, na posição de maio (por ser o dado mais recente no presente ano), com o propósito de oferecer uma amostragem desse processo e dos seus protagonistas.

MAIO DE 2008: (figura colada do Boletim Transparência Florestal do mês/ano correspondente)


MAIO DE 2009: (figura colada do Boletim Transparência Florestal do mês/ano correspondente)


MAIO DE 2010: (figura colada do Boletim Transparência Florestal do mês/ano correspondente)


MAIO DE 2011: (figura colada do Boletim Transparência Florestal do mês/ano correspondente)

MAIO DE 2012: (figura colada do Boletim Transparência Florestal do mês/ano correspondente)



As figuras acima demonstram, de forma cabal, a absoluta inconsistência da matéria do Jornal Nacional.
Seria de se esperar argumentação do Imazon de que os dados do PRODES - Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal, que supostamente serviram de substrato para a ação do MP e para a matéria da Globo, são mais precisos que as do SAD (Sistema de Alerta do Desmatamento), que alimentam o Boletim da Transparência Florestal. Neste caso, só aumentaria as dúvidas sobre os procedimentos da entidade, à medida que estaria utilizando dados não confiáveis para mensurar o desmatamento nos assentamentos.
Portanto, a ABRA, ao tempo em que lamenta o jornalismo eticamente duvidoso da TV Globo, pois reativo ao contraditório, não poderia deixar de condenar mais uma recidiva de setores conservadores contrários à reforma agrária, notadamente num contexto de graves adversidades institucionais para iniciativas dessa natureza.

Brasília, 08 de julho de 2012

A DIRETORIA ABRA

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Bispos se posicionam sobre grandes projetos da Amazônia

Um dos problemas enfrentados hoje pelas populações da Amazônia são os grandes projetos, que além de causarem grande impacto ao meio ambiente, geram lucros para alguns e provocam inúmeros impactos sociais negativos nas cidades onde estão instalados. Esse foi o assunto principal da primeira coletiva oficial concedida à imprensa na tarde desta terça-feira, 03 de julho, no Seminário São Pio X, como parte do 10º encontro dos bispos da Amazônia, que está sendo realizado em Santarém-PA.
A entrevista foi concedida por dom Jesus Maria Berdonces, bispo da prelazia de Cametá e presidente do Regional Norte I; dom Mosé João Pontelo, bispo da Diocese de Cruzeiro do Sul e presidente do regional Noroeste; dom Roque Paloschi, bispo da Diocese de Roraima e presidente do Regional Norte 1 e Monsenhor Raimundo Possidônio, coordenador de Pastoral da Arquidiocese de Belém e historiador.
Dom Jesus Maria Berdonces afirmou que a Amazônia é tida até hoje como uma colônia, aonde as pessoas vêm, pegam a matéria prima, enriquecem e vão embora. “Esse é um modelo capitalista pautado pelo governo para a Amazônia, que não leva em conta o povo que aqui mora. Para eles, o povo é apenas um detalhe, que atrapalha o desenvolvimento, ressalta”.
Ele destacou que existe outro modelo defendido pela Igreja, cujo foco são os povos que estão na Amazônia. “A igreja defende o incentivo à agricultura familiar, defende que os lucros das riquezas (minerais e vegetais) sejam deixados na Amazônia, e que os povos sejam ouvidos”.
Já dom Roque Paloschi destacou que a questão é saber quem está usufruindo dos lucros desses grandes projetos, que além de terem as bênçãos do governo, são financiados com o dinheiro público. Ele ressalta que as populações não têm garantias, e suas terras quase sempre são “abocanhadas” pelo agronegócio e por grupos econômicos que aqui chegam.
Dom Roque defende o respeito à biodiversidade, a participação de homens e mulheres amazônidas, que possuem a sabedoria milenar e tradicional de cuidar do meio ambiente sem agredi-lo. Ele espera que o encontro de Santarém provoque uma verdadeira reflexão. “Nós esperamos contribuir para que uma reflexão aconteça para que nossas comunidades se tornem sujeitos dessa região e não apenas vista como um entrave no processo do desenvolvimento sonhado pelo agronegócio  e pelo governo”, enfatiza.
Dom Mosé João Pontelo afirma que os problemas estão aí, e isso requer responsabilidade dos pastores, que são lideres dessa igreja. E o encontro de Santarém vai apontar qual será o caminho a ser seguido nos próximos cinco anos.
Dom Jesus Maria acredita que os bispos têm a obrigação de tentar iluminar a caminhada com a Palavra de Deus, mas também assumir o desafio e o povo da Amazônia. “É necessário não fugirmos da cruz de nosso Senhor, que é a cruz dos pobres e dos povos desta região”, finalizou.
O 10º encontro dos bispos terá um documento conclusivo e uma carta encaminhada aos governantes dos Estados da Amazônia, outra ao Povo de Deus e uma ao Papa Bento XVI.
FONTE: CNBB

quarta-feira, 4 de julho de 2012

A Via Campesina na Rio+20: os povos disseram NÃO à Economia Verde

A Via Campesina na Rio+20:
Os povos disseram NÃO à Economia Verde e construíram propostas para a resistência e a construção das lutas
Durante uma semana, no marco da Cúpula dos Povos, a Via Campesina se mobilizou no Rio de Janeiro para dizer “Não à Economia Verde” e para dinamizar um processo de construção de novas alianças baseadas nos eixos debatidos nas plenárias e assembleias dos povos e na mobilização nas ruas, para mostrar quais são as verdadeiras necessidades e aspirações dos nossos povos.
Com alegria voltamos às nossas lutas cotidianas com a satisfação do dever cumprido, com o compromisso de fortalecer os espaços construídos nestas jornadas e com o desafio de seguir dando corpo em nossas realidades locais às reflexões e agendas de ações propostas nas plenárias e Assembleias dos Povos.
Os dias de convivência entre as centenas de companheiros e companheiras da Via Campesina, vindos e vindas de toda a América Latina e do mundo junto aos milhares de integrantes da Via Campesina Brasil, foram fortalecidos com as mobilizações diárias que nos levaram a participar de marchas massivas, seja acompanhando as mulheres em luta ou repudiando as grandes corporações multinacionais representadas neste caso pela mineradora Vale. Cada amanhecer viu como as mulheres e homens da Via Campesina se somaram a outros movimentos para acompanhar as comunidades atingidas por megaprojetos, “escrachar” os repressores ou denunciar as corporações do agronegócio e os agrotóxicos, personificadas neste caso pela Confederação Nacional da Agricultura (CNA). Tudo isso culminou na grande marcha unificada do dia 20 de junho, na qual mais de 80 mil pessoas marcharam para coroar de ouro a Cúpula dos Povos.
E antes ou depois de cada mobilização todos e todas convergimos e contribuímos nos debates das cinco plenárias, nas quais centenas de vozes foram tecendo as denúncias sobre as causas estruturais e as falsas soluções que o capitalismo, agora maquiado de verde, quer nos oferecer para não enfrentar as verdadeiras causas das múltiplas crises que o mesmo capitalismo tem provocado. Mas, como povos, já temos nossas propostas e também as compartilhamos e enriquecemos com outras e outros que chegaram com o mesmo objetivo. Assim foi que nossas soluções e as propostas de uma agenda para seguir construindo no futuro ocuparam a segunda parte das nossas plenárias.
Desde a plenária de Soberania Alimentar, a denúncia ao sistema capitalista patriarcal, discriminador e racista ressoou com ecos que se multiplicaram com as vozes das outras plenárias, de maneira a deixar claras as verdadeiras causas dos problemas que hoje colocam a humanidade à beira do abismo. E também, desde aí, a denúncia ao agronegócio como responsável pela destruição da natureza, a exclusão dos povos, a mercantilização da vida e principal responsável pela crise climática e a perda da biodiversidade se expressou de maneira contundente.
A Via Campesina propôs, há 16 anos, a Soberania Alimentar como caminho político para transformar nossa sociedade a partir dos camponeses e camponesas do mundo. Em nossas Assembleias foram centenas de organizações que se somaram a este caminho com claridade e firmeza. Tal como levantou o documento da plenária, “os governos e as corporações trabalham com grande sintonia pela apropriação dos bens comuns da vida e de nossos direitos. Convocamos os povos a se unir e levantar na luta por uma nova sociedade e na construção da soberania alimentar e popular. Não é possível a soberania alimentar no capitalismo.”.
A Cúpula oficial também ocupou nossa atenção e ali estivemos compartilhando nossas propostas e esperando que os governos mostrassem maturidade para assumir compromissos e deixar de serem fantoches das corporações. Lamentavelmente não foi assim e todos os temores que tínhamos se confirmaram em um documento pobre, carente de compromissos e no que “O futuro que queremos” (o nome do documento oficial) aparece cada vez mais obscuro e excludente. Se bem não se alcançou impor a Economia Verde como novo “paradigma” do sistema capitalista, sua menção repetida página a página do documento é por si só uma denúncia de seu verdadeiro espírito.
A Cúpula Oficial da Rio +20, tal como vínhamos denunciando os movimentos sociais, foi um GRANDE FRACASSO, pois 20 anos depois não avançou em nada. No lugar de acertos tivemos retrocessos agora materializados na proposta de economia verde, na maquiagem verde do capital, que pretende mercantilizar a vida. Mas, ainda sim, para os movimentos sociais convocados na Cúpula dos Povos, foi um momento de profunda discussão e de construção de novas alianças, de mobilização e também de formação que nos permitiu entender melhor o modelo que nos tentam impor. As jornadas de resistência e mobilização no marco da Cúpula dos Povos levaram às ruas meninos, meninas, mulheres, homens, todos e todas com o objetivo de construir uma capacidade de mobilização baseada na solidariedade, internacionalismo e a integração dos povos do mundo para converter nossas lutas em realidade.
As infinitas cores, as múltiplas vozes, a diversidade de povos, os cantos nas ruas e as múltiplas vestes, artesanatos e culturas presentes na Cúpula são um reflexo do mundo que, desde a Via Campesina, estamos construindo junto a todos os povos do mundo que optaram por não trilhar este caminho de morte que o capitalismo tenta impor. Agora, o desafio é continuar a atravessá-lo coletivamente rumo à dignidade.
Fonte: CPT