quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

O sistema imunológico do Poder Judiciário (por Frei Sérgio Göergen)

(Foto: Guilherme Santos/Sul21)

1A saúde do Corpo Judiciário do Estado Brasileiro está ameaçada por uma doença grave, altamente contaminante, sobre a qual, a auto-consciência do próprio corpo ainda é incipiente, porém, crescente.

A auto-consciência sobre a doença e seu estado em setores do Judiciário indicam que, se o vírus que contamina e adoece partes do corpo não for controlado logo, contaminará  inevitavelmente todo o corpo. O vírus originante da doença começa a ser identificado em suas causas e consequências e atende por vários nomes: desrespeito à Constituição e às Leis, parcialidade, militância partidária disfarçada ou ostensiva, utilização do Poder como instrumental de perseguição política, supressão de garantias constitucionais  sagradas como amplo direito de defesa e presunção de inocência e, por derradeiro, ufanismo público diante de um precário e momentâneo heroísmo midiático.

Este vírus vem crescendo no Corpo Judiciário e pode carcamê-lo como um todo caso seu sistema imunológico não seja acionado a tempo.

Com um sério agravante: o estado adoentado do corpo judiciário está sendo observado por setores cada vez maiores da população brasileira como se fosse um mega “big brother” coletivo. E que não se enganem nem se iludam. A Globo não será capaz de protegê-los porque os sistemas populares de comunicação se alastram dia a dia e a própria vênus platinada quando perceber o movimentos das ondas populares virando vagalhões não hesitará em jogar juízes queridinhos ao mar para salvar sua audiência e seus lucros.

O que está colocado neste quadrante da história é radical: se o Corpo Judiciário não se auto-proteger do vírus dilacerador de  suas entranhas, voltando a ocupar disciplinadamente seu espaço e seu lugar, sua Missão Constitucional, legítima e reconhecida, o povo brasileiro é que terá que encontrar meios de se proteger dele.  E aí será tarde para choros e ranger de dentes.

A vida é feita de símbolos. O Poder Judiciário é um corpo vivo coletivo. Dia 24 de janeiro é um símbolo importante. Não só a esperança do povo estará sendo julgada. O Judiciário também vai a Júri Popular. Caso resolvam acionar o sistema imunológico e interromper o alastre do vírus dilacerador do seu corpo, recuperarão o respeito da sociedade.


Quem tiver ouvidos, ouça.
FONTE: SUL21
(*) Frade Franciscano (Ordem dos Frades Menores), militante do Movimento dos Pequenos Agricultores e Autor do livro “Trincheiras da Resistência Camponesa”.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Vale Fertilizantes vendida para a Mosaic dos Estados Unidos

A Mosaic Company  concluiu a aquisição da Vale Fertilizantes da Vale S.A. O anuncio ocorreu ontem, 8 de janeiro. A Vale receberá cerca de US$ 1,150 bilhão mais 34,2 milhões de ações da Mosaic, representando 8,9% do capital total da Mosaic após a emissão de ações. Anteriormente, a transação tinha um valor estimado de US$ 2,5 bilhões, metade em dinheiro e metade em ações que equivaleriam a 11% do capital da Mosaic.

A Mosaic também em sua nota informando a conclusão da operação, comunicou que Luciano Siani Pires, diretor Financeiro da Vale desde 2012, foi eleito membro do Conselho de Administração da Mosaic.

A Mosaic Fertilizantes passa a operar no mercado da América do Sul com superfosfato (SSP), triplo superfosfato (TSP), fosfato monoamônico (MAP), fosfato dicálcico (DCP) e cloreto de potássio (KCl). A companhia também expande sua atuação no mercado de nutrição animal e passa a atuar em novos mercados, comercializando produtos industriais, como gesso e ácido sulfúrico.

Quem é a Mosaic:

A Mosaic Company tem sede em Plymouth, Minnesota, um subúrbio de Minneapolis. É um dos principais produtores mundial de nutrientes concentrados de fosfato e potássio, bem como um fornecedor global de fontes únicas de fosfatos, potássio, fertilizantes nitrogenados e ingredientes para alimentos da indústria agrícola.

Histórico da Venda:

A Mosaic, empresa dos Estados Unidos, necessitava urgentemente de se expandir. Na conjuntura internacional a venda o acordo ocorreu em meio a uma onda de consolidação na indústria mundial de sementes agrícolas e agroalimentares, com a Bayer AG planejando adquirir a Monsanto Co., enquanto a Dow Chemical Co. e a DuPont Co. pretendem girar um novo negócio focado na fazenda depois que eles fundir. Em fertilizantes, dois dos maiores rivais da Mosaic, Agrium Inc. do Canadá e Potash Corp. da Saskatchewan Inc., disseram em setembro que planejam combinar em um acordo de US $ 12,9 bilhões.

Para a Vale a necessidade é a de redução da dívida da empresa e para a "simplificação do portfólio de ativos".


Em 19 de dezembro de 2016, a Vale SA (Vale) informa que celebrou um contrato de compra de ações com a The Mosaic Company (Mosaic), uma empresa listada na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE: MOS), para vender seu negócio de fertilizantes para o Mosaic, excluindo seus ativos de nitrogênio e fosfato em Cubatão, Brasil.

A Mosaic adquiriu: (1) um negócio wue  tem capacidade de produção de 4,8 milhões de toneladas de fertilizantes fosfatados e 500.000 toneladas de potássio, isso inclui cinco minas brasileiras de fosfato, quatro fábricas de produção de químicos e fertilizantes, e uma unidade de potássio no Brasil. Portanto foram adquiridos os ativos de fosfato localizados no Brasil,(2) a participação de 40% da Vale Fertilizantes na mina de fosfato Miski Mayo, no Peru; (3) os ativos de potássio localizados no Brasil, incluindo o projeto Carnalita; (iv) o projeto de potássio em Kronau, em Saskatchewan, no Canadá. Nessa negociação, poderia haver a inclusão do projeto de potássio do Rio Colorado, na Argentina, porém, ficou dependendo de uma diligência apropriada da Mosaic. A negociação excluiu a unidade de nitrogênio e não-fosfatados localizada em Cubatão,

Inicialmente a transação seria de US $ 2,5 bilhões (EUA). A Vale receberia US $ 1,25 bilhão em dinheiro e US $ 1,25 bilhão em novas ações da Mosaic, equivalentes a uma participação de quase 11% na empresa. Isso faz da Vale o maior  acionista da empresa estadunidense.

Em 1 de agosto de 2017 a Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições a operação de venda dos ativos de fertilizantes da Vale para The Mosaic Company. A decisão está publicada no Diário Oficial da União (DOU).

Em 2 de janeiro de 2018 a Vale e a Mosaic alteraram o acordo envolvendo a venda da Vale Fertilizantes, reduzindo o valor a ser recebido pela mineradora brasileira. A conclusão do negócio, prevista para data próxima a 8 de janeiro, a Vale receberá aproximadamente 1,15 bilhão de dólares mais 34,2 milhões de ações da Mosaic, representando 8,9 por cento do capital total da Mosaic.



terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Rompimento em Barragem da Vale em Araxá MG

Em meados de dezembro de 2017, um  dique, de uma represa da Vale Fertilizantes, estourou e o conteúdo represado fluiu em direção à trilha da Cascatinha, levando consigo vegetação rasteira e lama. O fato ocorreu na Mata da Castinha, na região do Barreiro, no município de Araxá. A  equipe do Jornal A Voz de Araxá esteve no local e se deparou com a lama correndo sobre o leito de uma estarda na mata e descendo em direção à trilha da Cascatinha, muitas árvores caídas e erosões causadas pela enxurrada.

As fortes chuvas que caíram na região teriam sido o motivo do rompimento. Contudo, cabe ressaltar a fragilidade e insegurança. Não pode chover que as famosas obras começam a dar sinais.  O vídeo e as fotos a seguir, feitas pela equipe do Jornal, atestam mais uma vez dano ambiental causado pela negligência da Vale com o meio ambiente.


Venda da Vale Fertlizantes

Bom recordar que a venda da Vale Fertilizantes para a estadunidense Mosaic está se concluindo.  A conclusão do negócio, segundo a agência Reuters, está “prevista para data próxima a 8 de janeiro, a Vale receberá aproximadamente 1,15 bilhão de dólares mais 34,2 milhões de ações da Mosaic, representando 8,9 por cento do capital total da Mosaic, explicaram as empresas em comunicados ao mercado. As ações da Mosaic fecharam o ano de 2017 cotadas a 25,66 dólares.” Segundo a Vale essa transação é para redução de sua  dívida e simplificação do seu portfólio de ativos.
FONTE: Jornal A Voz de Araxá