sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Dom Helder Câmara, um dom para a Igreja do Brasil

década de 1960 foi um momento histórico marcado por conturbações políticas e sociais a nível de Brasil, bem como a nível internacional, eram os tempos da Guerra Fria, o mundo estava dividido em duas zonas de influência, de um lado tínhamos os Estados Unidos da América que liderava a ala capitalista, no outro extremo tínhamos a União das Repúblicas Soviéticas, líder do bloco comunista. Além dessa divisão, o mundo estava em constante alerta para o perigo eminente de uma guerra nuclear entre as duas principais potências mundiais.
Naquela conjuntura a Igreja Católica vivia o clima do Concílio Ecumênico Vaticano II (1962-1965), convocado por João XXIII e continuado por Paulo VI. Tal concílio é apontado como sendo a mais ampla reforma realizada no interior da Igreja, sendo ela responsável pelo estabelecimento de uma nova fase na história desta instituição, tendo esta como característica o diálogo com o mundo moderno.
Em virtude do caráter hierárquico da Igreja, o Vaticano II foi de suma importância para o reconhecimento e legitimação de certas vertentes presentes interior desta instituição, tais movimentos anteciparam o Concílio no que diz respeito ao diálogo com o outro, assim, estes grupos já buscavam uma Igreja aberta ao mundo ou como sempre fala o Papa Francisco “uma Igreja em Saída” e que abraça e se engaja em questões sociais.
Ao analisarmos os impactos das diretrizes conciliares, perceberemos que estas influenciaram profundamente a Igreja Latino-americana, sobretudo a do Brasil, na qual bispos como Dom Helder CâmaraDom Paulo Evaristo ArnsDom Pedro CasaldáligaDom José Maria PiresDom Adriano Hipólito, Dom Lucioano Mendes, Dom Fragoso e Dom Tomás Baldínou, além de pastores foram profetas e como tal incomodaram os donos do poder. Embora o leque seja rico, neste texto iremos abordar apenas a figura de Dom Helder Pessoa Câmara ou simplesmente: O Dom.
Dom Helder, nasceu em Fortaleza – CE, no ano de 1909 e ingressou no Seminário Diocesano em 1923 e recebeu o sacramento da ordem em 1931, com apenas 22 anos. No ano de 1936, padre Helder foi transferido para o Rio de Janeiro. Em 1952, por indicação de Dom Jaime Câmara, até então arcebispo do Rio de Janeiro, padre Helder foi eleito Bispo. Como bispo dom Helder fundou a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e o CELAN (Conselho Episcopal Latino-americano).
Dom Helder Câmara é tido como um dos protagonistas da Igreja Católica no Brasil no século XX, e desde 1964 era convidado para realizar palestras ao redor do mundo, além de ser reconhecido como uma liderança na luta pelos Direitos Humanos e manutenção da Paz Mundial. O arcebispo de Olinda e Recife consolidou-se como sendo um dos principais inimigos do regime militar brasileiro ao denunciar na França em maio de 1970 a pratica da tortura nos calabouços do regime. Em virtude dessa denúncia, as campanhas contra Dom Helder só aumentaram.
Em virtude de sua intensa militância na luta em prol dos direitos humanos no Brasil, Dom Helder passou a ser um dos alvos mais frequente de ataques e ameaças diretas e indiretas por parte do regime militar, sendo o caso mais grave a morte de um de seus assessores, o Padre Antônio Herique Pereira Nesto, morto no ano de 1969.
Dom Helder recebeu três indicações ao Prêmio Nobel da Paz: 1970; 1971 e 1973, a fim de inviabilizar a sua vitória o governo brasileiro desenvolveu diferentes estratégias, como: difamá-lo nos meios de comunicação social. Ao longo de sua trajetória Dom Helder recebeu inúmeros Títulos e Prêmio, todos ligados ao seu compromisso com a Paz e a Justiça Social. Por seu incansável apostolado, Dom Helder é de fato um dom para a Igreja e como tal deve ser lembrado!
FONTE: IHU

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

N. S. da Abadia da Água Suja - protetora dos atingidos pela mineração


Viva Nossa Senhora da Abadia da Água Suja, cidade de Romaria (MG). No seu título a referência à água suja proveniente da extração de diamantes, que ainda existe e impacta as águas dos córregos locais e do rio Bagagem. 


Nos proteja e nos dê força na luta contra os impactos ambientais e violações de direitos humanos causados pela mineração. 

Nossa Senhora da Abadia da Água Suja, protetora dos atingidos pela mineração – Rogai por nós!
A mineração ameaça, expulsa, mata, mutila e explora pessoas e destrói o meio ambiente. Para se imporem nos territórios as empresas mineradoras, desenvolvem uma narrativa comum que busca legitimar seus empreendimentos. Para garantir o "licenciamento", eles manipulam a opinião pública, com promessas de "progresso e desenvolvimento" que, de fato, nunca chegam às comunidades locais. Mariana e Brumadinho vivem até hoje a dor e consequências da ação criminosa das mineradoras.

Repitamos com o Papa Francisco: “Amor cheio de pequenos gestos de cuidado mútuo, é também civil e político”; “amor à sociedade e o compromisso pelo bem comum, são uma forma eminente de caridade”; “amor social é a chave para um desenvolvimento autêntico” (Laudato Si)

A Festa de Nossa Senhora da Abadia de Água Suja, na cidade de Romaria (MG) acontece em 15 de agosto. Este ano de 2019 se comemoram os 149 anos de romaria e venereação à Nossa Senhora da Abadia da Água Suja. Especialmente, em 10 de novembro deste ano, será celebrada a XXII Romaria da Terra e das Águas de Minas Gerais, na cidade de Romaria.

quarta-feira, 31 de julho de 2019

Comunicado dos Munduruku às autoridades


Carta-denúncia do povo Munduruku, do Pará, denunciando a escalada de violência e abandono do Estado que vêm sofrendo
A nossa autodemarcação e defesa do nosso território continua. Nós o povo Munduruku do Médio e Alto Tapajós continuamos a autodemarcação do nosso território Daje Kapap Eipi, conhecido como Terra Indígena Sawre Muybu. Nós andamos mais que 100 km no nosso território, na terra que já possui o Relatório Circunstancial de Identificação e Delimitação publicado no diário oficial desde abril de 2016. Organizados em 5 grupos– os guerreiros Pusuru KaoPukorao Pik PikWaremucu Pak PakSurup Surup e a guerreira Wakoborun – continuamos defendendo o nosso território sagrado. Assim sempre foi a nossa resistência. Como nossos antepassados sempre venciam as batalhas e nunca foram atingidos pelas flechas dos inimigos, nós também continuamos limpando os nosso picos, fiscalizando, formando grupos de vigilância e abrindo novas aldeais, como Karoebak no Rio Jamanxim.
Durante essa quinta etapa da autodemarcação e nossa retomada, nós encontramos novas aberturas e vários ramais de madeireiros e palmiteiros dentro da nossa terra. Nós expulsamos dois grupos de madeireiros que invadiram o nosso território. Ficamos muito revoltados por ver as nossas árvores derrubadas e as nossas castanheiras como torra de madeira em cima de um caminhão. E nós sabemos que quando retiram madeira, vão querer transformar nossa terra em um grande pasto para criar gado. Por isso, demos um prazo de 3 dias para os invasores retirarem todo o equipamento deles. Nós estávamos armados com nossos cânticos, nossa pintura, nossas flechas e a sabedoria dos nossos antepassados. E com muita pressão, eles passaram a madrugada toda retirando 11 máquinas pesadas, 2 caminhões, 1 quadriciclo, 1 balsa e 8 motos. Todos sem placa. Na retomada, andamos 26 km vigiando os ramais que os madeireiros fizeram no nosso território e bebendo água suja do rio Jamanxim que está poluída pelo garimpo. Sozinhos conseguimos expulsar madeireiros que nem o ICMBIOIBAMA e FUNAI conseguiram. E sabemos que dentro da Flona de Itaituba II, tem pista de pouso.
Os invasores estão matando a nossa vida e derramando a sangue da nossa floresta. A nossa vida está em perigo. Mas por isso, nós vamos continuar mostrando a nossa resistência e a nossa autonomia. Somos capazes de cuidar e proteger o nosso território para nossos filhos e as futuras gerações. Ninguém vai fazer medo e ninguém vai impedir porque nós mandamos na nossa casa que é nosso território. Estamos aqui defendendo o que é nosso e não dos pariwat. Por isso sempre vamos continuar lutando pelas demarcações dos nossos territórios. Nunca vão nos derrubar. Nunca vamos negociar o que é sagrado. Será que vai precisar morrer outros parentes, como aconteceu com a liderança Wajãpi, para que os órgãos competentes atuem?
FONTE: JORNALISTAS LIVRES

segunda-feira, 29 de julho de 2019

Nota do Cimi sobre o assassinato de liderança na Terra Indígena Wajãpi

O Cimi recebe com imensa preocupação e pesar as notícias de ataque de garimpeiros e assassinato de uma liderança do povo Wajãpi, no estado do Amapá. Os discursos de ódio e agressão do presidente Bolsonaro e demais representantes de seu governo servem de combustível e estimulam a invasão, o esbulho territorial e ações violentas contra os povos indígenas em nosso país.

Esperamos que os órgãos e autoridades públicas tomem medidas urgentes, estruturantes e isentas politicamente para identificar e punir, na forma da lei, os responsáveis pelo ataque aos Wajãpi. Esperamos também que o governo Bolsonaro adote medidas amplas de combate à invasão e esbulho possessório das terras indígenas no país.

Por fim, o Cimi exige que o presidente Bolsonaro respeite a Constituição Brasileira e pare imediatamente de fazer discursos preconceituosos, racistas e atentatórios contra os povos originários e seus direitos em nosso país.

Respeite os povos indígenas, presidente Bolsonaro.

Conselho Indigenista Missionário-Cimi

Brasília, 28 de julho de 2019

sábado, 27 de julho de 2019

Contra Crimes Sócioambientais: NOTA DE REPÚDIO DOS CAPUCHINHOS DE MINAS GERAIS

Na penúltima sessão dos trabalhos do XIV Capítulo Provincial dos Franciscanos Capuchinhos de Minas Gerais, os frades fizeram memória dos últimos acontecimentos envolvendo a mineração em nosso estado. Em face de tamanha destruição, os frades manifestam publicamente sua indignação e seu comprometimento com a "casa comum".

Louvado sejas, meu Senhor, por nossa irmã a mãe Terra, que nos sustenta e governa, e produz frutos diversos e coloridas flores e ervas”¹. (São Francisco de Assis) 

Nós somos os primeiros interessados em
deixar um planeta habitável para a humanidade que nos sucederá. Nunca percam de vista este grande horizonte (Papa Francisco, 04/05/2019)

Os frades Franciscanos Capuchinhos de Minas Gerais, em peregrinação ao Santuário Basílica de Nossa Senhora da Piedade, padroeira deste estado, por ocasião do seu XIV Capítulo Provincial, manifestam:

1. O seu repúdio à devastação da Serra da Piedade e seu entorno, patrimônio do povo de Minas, causada pela obra de mineração ali instalada.
2. O seu repúdio aos contínuos crimes humanitários e ambientais, como o rompimento das barragens de rejeitos de Bento Rodrigues, em Mariana, e do Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), que tiraram a vida de centenas de pessoas, dos rios Doce e Paraopeba, de nascentes e do ecossistema.
3. O seu repúdio à política ambiental em curso no Brasil que, em detrimento do bem comum, privilegia o capital internacional.
4. A sua comunhão com a Arquidiocese de Belo Horizonte, na defesa da Serra da Piedade, arquitetura divina.
5. E assume as exortações da encíclica ‘Laudato si’, do Papa Francisco, como norteadoras de sua ação, no que se refere o cuidado da criação.

Belo Horizonte, 25 de julho de 2019, seis meses depois do crime sócio-ambiental da Vale na Região do Paraopeba.

Franciscanos Capuchinhos de Minas Gerais

terça-feira, 23 de julho de 2019

Entrevista com Franciscano que foi preso nos EUA em manifestação contra politica imigratória de Trump

Foto AFP
FotoFREI JOSEPH NANGLE: «A COLABORAÇÃO DOS CATÓLICOS COM O TRUMP É UM ESCÂNDALO»

Frei Joseph Nangle (87) é franciscano, pertence à Ordem dos Frades Menores (OFM) e serviu como missionário na Bolívia por mais de 15 anos, foi por mais 12 co-diretor do Serviço Missionário Franciscano e na última quinta-feira foi preso, juntamente com 70 outros católicos, por protestar contra a política de imigração do governo de Donald Trump.

Frei Joseph Nangle
Frei Joseph agora responde a algumas perguntas sobre pazybien.es e destaca a grave situação em que os migrantes vivem devido às medidas da administração americana.

A partir do carisma franciscano que motiva você a realizar tais ações, mesmo colocando em risco a sua própria segurança?

Obrigado por esta oportunidade de explicar um pouco mais certos esforços franciscanos contra os muitos crimes cometidos pela Administração Trump, particularmente o que fizemos com um grande grupo de católicos Na quinta-feira, 18 deste.

O carisma de São Francisco se presta em nosso tempo, especialmente nos EUA, a ações proféticas contra crimes contra a humanidade feitas por nosso governo neste momento. São Francisco deu o tom a este respeito com sua perigosa viagem ao Egito na época das cruzadas. Nós não podemos fazer menos agora.

Como os franciscanos e franciscanos nos Estados Unidos promovem a cultura do encontro e a integração social dos migrantes?

Em todos os lugares do nosso país, especialmente no trabalho pastoral, o nosso hábito é uma luz e esperança para os irmãos e irmãs da América Latina. Acredito que cada irmão e irmã franciscana percebe o papel crucial que desempenhamos com eles que estão tentando viver em paz em nosso país.

Como os franciscanos de outros países podem se unir e colaborar em suas ações contra as políticas de morte da administração Trump?

É uma questão fundamental. Precisamos de palavras de encorajamento, desafio e até mesmo da demanda dos irmãos de outros países para que joguem mais e mais claramente nossa vocação profética dentro do Império Americano hoje.

Frei Joseph celebrando a Eucaristia

O que você diria aos católicos nos EUA e no resto do mundo que apóiam as políticas de Donald Trump?

A colaboração e apoio ao horror do trumpismo por nossos irmãos e irmãs cristãos / católicos é uma tragédia, um escândalo e algo incrível. É por isso que o exemplo franciscano contra tudo isso é essencial. É uma questão, penso eu, das palavras e ações de Jesus "ai de vós, fariseus".


Podemos ter esperança de que a situação atual possa ser revertida?



Sempre há esperança. Politicamente, ansiamos por uma mudança radical com as eleições de 2020. Em termos de nossa fé, nos consolamos com as palavras de Deus do Profeta Isaías: «Consuelo, Consuelo ... Seu teste acabou. Eu ouvi o clamor do meu povo ».

Você pretende repetir ações como as do Capitólio? Quais consequências legais isso pode ter para você?

Acredito que o que fizemos neste dia de 18 de julho pode muito bem – deve - ser repetido constantemente, especialmente pelos católicos norte-americanos. Eu chamaria meus irmãos frades, juntamente com as irmãs franciscanas, para fazer parte do que pode ser um grande movimento pela justiça para "os pequenos". Parece-me que este movimento poderia promover uma necessária renovação e revitalização da comunidade franciscana neste país.

Frei José também destacou, durante a coletiva de imprensa na última quinta-feira, o que é definido como "pecado nacional original": apesar da grande retórica sobre liberdade e independência, a declaração fundadora de nosso país foi atormentada por racismo e misoginia. . Escrito por vários proprietários de escravos e excluindo as mulheres do direito de comentar sobre a vida pública do país, o documento continha um grande insulto aos americanos originais.

Na Declaração de Independência de 1776, a única referência aos povos nativos americanos era se afastar de "nossas Fronteiras, para os implacáveis índios selvagens e sem dinheiro, cuja conhecida Regra de Luta é a Destruição sem distinção de Idade, Sexo ou Condição".

Agora, mais de duzentos anos depois, pensávamos que aqueles pecados, pelo menos, haviam começado a ser superados. A escravidão foi oficialmente abolida; as mulheres receberam o direito de voto no início do século XX; e o movimento dos direitos civis da década de 1960 abordou as persistentes injustiças em relação aos afro-americanos.

No entanto, nos dias de hoje, Donald Trump nos arrasta de volta para esses tempos sombrios com uma combinação de medo irracional, ódio de pessoas que não são como ele e pura crueldade.

O que é quase pior, são os chamados cristãos que apoiam, aplaudem e permitem que esta descida a uma nova era das trevas nos Estados Unidos.

Hoje fazemos as nossas próprias palavras do bispo católico de El Paso, Mark Seitz, quando vê os horrores diários que ocorrem entre a sua cidade e Ciudad Juárez: «Este governo e esta sociedade não estão bem. Sofremos um endurecimento do coração que ameaça a vida ».
FONTE: PAZ Y BIEN

sexta-feira, 19 de julho de 2019

Franciscanos e mais 70 católicos presos, nos Estados Unidos, por defender imigrantes

Cerca de 70 pessoas, que carregavam fotos de crianças imigrantes que morreram enquanto estavam sob custódia em centros de detenção norte-americanos, foram presas na quinta-feira, 18 de junho, enquanto protestavam no Capitólio, em Washington, contra a política de imigração do governo de Donald Trump.

A Rede Franciscana de Ação, um grupo católico em defesa dos direitos humanos, convocou a manifestação nos escritórios do Senado Russell*, parte do complexo do Capitólio, para protestar contra as condições desses centros, porque, acusam, que ele constituem uma violação aos direitos humanos.



Cerca de 200 padres, frades, freiras e outras pessoas no chão de mármore do prédio  do senado Russell.

“Nosso país nasceu na escuridão do que agora chamamos pecado original. E agora, uns
Foto: Mackenzie Harrys/Faith in Public Life
200 anos mais tarde, pensamos que havíamos começado a superar esses pecados. No entanto, nestes dias, Donald Trump está nos arrastando de volta àqueles tempos malignos, com uma combinação de medos irracionais, ódio de pessoas que não são dele e de pura crueldade. O que é quase tão maligno, é que os chamados cristãos apoiam e aplaudem e possibilitam essa descida para uma nova era de trevas na América. Estamos falando sobre as evidências disso, nessas ações hoje. Estamos particularmente citando a desumanidade que ocorre, mesmo enquanto falamos, nas nossas fronteiras do sul. É por isso que pedimos aos nossos milhões de irmãs e irmãos católicos, particularmente nossos bispos, que participem da luta pela alma da América”, declarou o frei Joe Nangle, de Justiça, Paz e Integridade da Criação da Província Franciscana  do Santíssimo Nome, preso na manifestação no Dia Católico de Ação pelas Crianças Imigrantes.

Foto: Mackenzie Harrys/Faith in Public Life
"As imagens de crianças em condições deploráveis e insalubres, sem acesso a chuveiros por semanas, incomunicáveis e dormindo em pisos de concreto sem cobertores, nos forçaram a ficar em solidariedade e dizer 'não em nosso nome'", discursou a irmã Áine O. Connor, uma das manifestantes presas.


Entre os presos, há vários padres, frades freiras e leigos que denunciaram as condições desumanas em que as crianças migrantes estão sendo detidas.

FONTE: Paz y Bien, Franciscans Action Network
*O prédio de escritórios do Senado Russell é o mais antigo dos edifícios de escritórios do Senado dos Estados Unidos.