segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Frei Cláudio van Balen - uma profética ternura que incomoda.


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Com uma profética ternura, o Carmelita, Frei Cláudio Van Balen, nos cativa, desafia, desconcerta, nos abre caminho para uma fé adulta, sem medo e preconceitos.  Frei Cláudio prega uma Igreja de portas abertas, acolhedora, onde as pessoas possam entrar e se sentirem em casa, onde o diálogo e a abertura falam ao coração.

Alguns, infelizmente, arraigados a um certo estilo católico próprio do passado, por medo, discordam da ação pastoral de Frei Cláudio. Contudo, Frei Cláudio não é heterodoxo em suas homílias ou nos boletins dominicais.  Aqui cabe lembrar o Papa Francisco, na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, quando trata do contexto litúrgico, fala sobre a necessidade do pregador conhecer o coração da comunidade: “Aquele que prega deve conhecer o coração da sua comunidade para identificar onde está vivo e ardente o desejo de Deus e também onde é que este diálogo de amor foi sufocado ou não pôde dar fruto.” (Evangelii Gaudium 137). E lembrar ainda, que o Papa Francisco exorta sobre a necessidade do diálogo que deve abrasar os coração: “A pregação puramente moralista ou doutrinadora e também a que se transforma numa lição de exegese reduzem esta comunicação entre os corações que se verifica na homilia e que deve ter um carácter quase sacramental: «A fé surge da pregação, e a pregação surge pela palavra de Cristo» (Rm 10, 17). Na homilia, a verdade anda de mãos dadas com a beleza e o bem.” (Evangelii Gaudium 142).


Frei Cláudio van Balen é religioso Carmelita desde 1954. Nasceu em 26 de setembro de 1933, no Norte da Holanda. É o sexto de uma família de 11 filhos.

Aos 17 anos, ele desembarcou no Brasil, sendo ordenado em 1959, em São Paulo, adotando o nome religioso de frei Cláudio. Na década de 1960, foi estudar em Roma, fazendo os cursos de pós-graduação e doutorado em teologia dogmática, com forte influência do Concílio Vaticano II e graduou-se em Psicologia Clínica.

A partir de 1967 já estava em Belo Horizonte, na Igreja do Carmo, onde está até hoje.

Ao Frei Cláudio dedicamos a nossa solidariedade e acreditamos que o diálogo seja o único caminho para a graça do Espírito Santo possa suscitar a diversidade e a pluralidade, realizando ao mesmo tempo a unidade. 

Frei Rodrigo de Castro Amédée Péret, ofm

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